A vida no mundo dos dados

 Em Gestão de carreiras

Tropecei num artigo esclarecedor acerca das profissões ligadas à Data Science que eu própria tinha como sendo uma carreira atractiva. Afinal de contas, saber lidar com enormes quantidades de dados e resolver problemas complexos pode ajudar a tornar o mundo melhor (ou não!). Acresce que a remuneração também pode ser sexy. Mas as tendências apontam para uma mudança relativamente à percepção que se tem de uma carreira que já foi adorada e muitos dos data scientists consomem algum tempo diário à procura de uma nova colocação. E porquê? O autor do texto refere quatro razões principais:

  1. As expectativas não correspondem à realidade: as empresas não contratam seniores e como só querem apresentar mapas nas reuniões do board, acabam por desvalorizar o trabalho destes profissionais.
  2. A política da empresa é soberana: o que a empresa espera é que se retirem números de uma base de dados para dar à pessoa certa na hora certa.
  3. O data scientist é a pessoa a quem todos se dirigem para tudo o que tenha a ver com informação: espera-se que tenha resposta para tudo o que coloca um júnior numa posição difícil.
  4. Trabalham com frequência numa equipa isolada: equipas isoladas para projectos colaborativos parece contraproducente.

Assim, aqueles que queiram seguir o seu caminho nesta área devem perceber como funcionam as hierarquias e conhecer os meandros políticos da organização para poderem encontrar o alinhamento entre as suas necessidades e as da empresa. Para tal, arrisco dizer, à partida possuem as competências necessárias: pesquisar informação acerca da empresa a que se candidatam.

Por outro lado, acrescento eu, as empresas que querem reter este talento devem clarificar a sua expectativa na altura da contratação e saber se têm estrutura para integrar alguém que pode acrescentar mais valor do que aquele que lhe é pedido. Embora estes sejam mandamentos para a retenção de qualquer talento em qualquer domínio, no caso dos data scientists parece ser mais difícil.

Pode ler o artigo aqui.