Com Gonçalo Reis – CEO do Grupo IPG

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1.Como descreve o seu estado de espírito actual?

Muitíssimo animado, creio que é o meu estado de espírito actual e desde que me conheço.

2.Qual o seu maior receio neste momento?

O receio que Portugal e a nossa economia não saiam da “cepa torta” a médio prazo, ou seja, do ritmo anémico de desenvolvimento que nos tem caracterizado nos últimos 20 anos. Receio que nos habituemos coletivamente a uma lógica de pouca exigência e baixas ambições.

3.Qual a maior extravagância que por estes dias lhe apetece fazer?

Voltar a viajar com regularidade e recuperar uma lista relativamente longa e maravilhosa de viagens que queremos fazer em família.

4. Qual a frase/expressão que mais tem utilizado ultimamente?

Acho que uso muito expressões como “fantástico”, formidável”, “adoro”, “boa!”, e outras deste genéro.

5. Fez alguma descoberta acerca de si próprio durante o confinamento?

Sou um impaciente paciente.

6. Fez alguma descoberta acerca dos que lhe são próximos durante o confinamento?

Adoro-os, mas já tinha descoberto isso antes.

7. Qual tem sido a sua ocupação favorita?

Ler, creio que é sempre a minha ocupação favorita, agora e sempre.

8. Se tivesse mais uma vida o que faria com ela?

Acredito que faria mais ou menos o mesmo que tenho feito com esta vida.

9. O que gostaria que fosse diferente depois do Covid 19?

Gostaria de ver uma concentração de vontades e energia, a nível global e individual, para salvar o ambiente e o planeta. Julgo que é o desafio máximo para o resto das nossas vidas.

10. O que gostaria que se mantivesse?

Gostaria que se mantivesse esta preocupação por um maior equilíbrio entre vida familiar e hábitos de trabalho, para que todos tenhamos mais tempo pessoal, mais qualidade no dia a dia, conciliando com formas inteligentes e eficazes de ser produtivo, usando cada vez melhor as tecnologias disponíveis a cada momento. Estou muito otimista quanto a estes temas.

11. Qual a sua fonte principal de notícias actualmente?

Sou um fanático, um viciado nos média. Leio uma quantidade brutal de jornais, revistas e sites, diariamente. Cada vez mais on-line. Leio todos os dias praticamente todos os títulos portugueses, e depois leio os meus internacionais preferidos: The New York Times, FT Weekend, Vanity Fair, Monocle, El País, e os franceses, OBS, Le Point, Figaro.

12. Que livro recomendaria nesta altura?

Vou recomendar o que andei a ler no Verão: As memórias do ex-PM francês, Édouard Philippe, “Impressions et lignes claires”; a biografia de Vera Lagoa, “Um diabo de saias”; “Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente” de João Céu e Silva; o excelente “Anatomia de um instante” de Javier Cercas; e o monumental “The power broker” de Robert Caro.

13. Qual foi o último espectáculo a que assistiu (cinema, teatro, concerto…)?

Regressámos ao Festival ao Largo, exatamente onde deve ser: no largo do São Carlos, em pleno Chiado, onde assistimos a uma magnífica atuação da Companhia Nacional de Bailado. Ainda com restrições de público, mas já com aquele ambiente único.

14. Sendo um colecionador, o que lhe traz a Arte para o seu dia a dia?

Traz a beleza, a expressão da criatividade, a relação com os artistas que me dizem muito, a noção de provocação, de estímulo e de fazer pensar diferente.

15.Qual a sua banda sonora para estes dias?

Todas as bandas que as minhas filhas escolhem.