Colaboradores tóxicos?

 In Coaching, Cultura de Empresa, Desenvolvimento

Há uns tempos um cliente falava-me desesperado de um colaborador que não cumpria com o que era esperado dele, consumia grande parte do tempo a jogar no computador, não chegava a horas ou não chegava de todo, sem avisar e atrasando o trabalho da equipa e, cereja no topo do bolo, não reconhecia o seu comportamento como lamentável. Por mais chamadas à razão que a hierarquia lhe tivesse feito e por mais alternativas que lhe tivessem sido apresentadas, o quadro de passividade agressiva mantinha-se. Depois de termos analisado em conjunto a origem de tal situação, o desfecho foi a saída do colaborador por mútuo acordo. É claro que o alívio de tensão foi geral: o da hierarquia, o da equipa e o da pessoa em causa. Porque é que o cenário se manteve durante tanto tempo? Esta pergunta levou-me a outras que partilho aqui:

  • Existem colaboradores tóxicos? Na verdade existem situações que levam a que um colaborador se torne tóxico. Quando alguém é recrutado, seleccionado e contratado, não é por ser tóxico.
  • O que acontece à organização se os mantém? As probabilidades de adoecer são muitas. À semelhança de uma célula cancerígena se não for debelada a tempo, o risco de contaminar as outras é elevado.
  • O colaborador tóxico deve ser despedido ou mantido numa prateleira? Quando se conclui que foram esgotadas todas as alternativas e mesmo se a organização detecta as suas próprias responsabilidades na situação, o despedimento deve ser rápido. A existência de prateleiras proporciona um clima doentio.
  • Qual a imagem do líder que mantém um colaborador tóxico? A de uma pessoa fraca, para dizer o mínimo. Mas também a de alguém que não é transparente e frontal. Não é um líder.
  • O que acontece na organização quando o colaborador tóxico sai? O clima desanuvia, os outros membros da equipa recomeçam a ganhar motivação, o ecossistema da empresa equilibra-se.
  • O que acontece ao colaborador tóxico quando sai? Ele próprio pode ficar aliviado pela iniciativa ter partido da empresa. Os resistentes passivos são muitas vezes pessoas pouco corajosas na tomada de decisão. E se o processo de saída for conduzido de maneira pedagógica, pode vir a ser-lhe benéfico.
  • O colaborador foi sempre tóxico?  Ver a primeira pergunta.

Boa reflexão e boas decisões!

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